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Projeto de Recuperação da Qualidade da Água dos Córregos do Campus Reitor João David Ferreira Lima (PRAD)

Atualmente, muitos dos córregos que atravessam Campus Reitor João David Ferreira Lima, ou simplesmente Campus Trindade, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) encontram-se degradados, em decorrência da poluição por esgotos, de origem externa e de atividades desenvolvidas no Campus. A degradação resulta também de intervenções diretas como retificações e revestimento de suas seções transversais que também se encontram desprotegidas pela ausência de mata ciliar.

O projeto de desenvolvimento institucional PDI no 23080.066741/2014-10, “Recuperação da Qualidade da Água dos Córregos do Campus Reitor João David Ferreira Lima”, desenvolvido por docentes, técnicos e alunos da UFSC, descreve a situação atual dos córregos que atravessam o Campus Trindade, e propõe medidas de adequação legal, em resposta à ação pública nº 2007.72.00.014573-8/SC do Ministério Público Federal (MPF), considerando a função ecológica exercida por APPs e córregos.

A área de estudo do projeto em questão é a Microbacia do Campus da UFSC, também conhecida como bacia do rio do Meio, parte componente da superfície vertente e da rede de drenagem da bacia hidrográfica do Itacorubi. Na bacia hidrográfica do Itacorubi estão inseridas três Unidades de Conservação: o Parque Urbano do Morro da Cruz (PUMC), o Parque Municipal do Manguezal do Itacorubi (PMMI) e o Parque Municipal do Maciço da Costeira (PMMC). Em termos de importância para a conservação dos recursos hídricos e biodiversidade, o Manguezal do Itacorubi e o Maciço da Costeira ocupam posições de destaque. Nesse sentido os rios do Meio (curso principal da bacia do Campus da UFSC) e Córrego Grande (afluente da bacia do Itacorubi) possuem grande potencial de retornarem a ser corredores ecológicos entre as duas Unidades de Conservação. Suas nascentes situam-se no Parque Municipal do Maciço da Costeira e a foz de ambos, no Parque Manguezal do Itacorubi.

Por isso, este projeto é um passo institucional na direção da gestão dos recursos hídricos que percorrem o território do Campus UFSC-Trindade e que estão, portanto, sob sua responsabilidade no tocante aos objetivos de qualidade e, dos instrumentos de planejamento para a tutela e uso das áreas do entorno dos mesmos.

A rede hidrográfica que constitui o sistema de drenagem natural da microbacia do Campus UFSC recebe as contribuições de riachos e córregos originados nos morros e encostas que circundam o Campus e que atravessam os bairros Pantanal, Trindade, Córrego Grande, Carvoeira e Serrinha, que convergem para o Rio do Meio que após percorrer o Campus-UFSC Trindade, deságua no Manguezal do Itacorubi.
É dentro do espírito de superação do quadro de contaminação da microbacia e de constituição de uma política institucional de valorização e tutela dos recursos hídricos que percorrem o Campus UFSC-Trindade que o presente projeto pretende atuar, identificando a origem e a natureza das fontes hídricas componentes da microbacia do Campus, destacando particularmente a contaminação aquática e os impactos sobre o meio natural e a qualidade de vida nessa região.

A área da microbacia do Campus carece de uma intervenção voltada à sua reabilitação, compatibilizando a ocupação urbana com a conservação de seus recursos naturais. Nessa medida é urgente, a construção de uma nova paisagem, onde esteja presente a abordagem geográfica cuja preocupação repousa sobre o planejamento do uso do solo; a abordagem ecológica que redefine os espaços para o estabelecimento de um novo equilíbrio ecológico e por fim, a abordagem social e ética, que pensa o espaço para o bem estar social e as condições pertinentes ao grau de evolução da civilidade.

Além da recuperação da função ecológica exercida pelas APPs dos córregos há a clara necessidade de se ampliar o esgotamento sanitário na região que circunda a UFSC. Isso repercutirá positivamente sobre a qualidade da água dos córregos. Cabe à UFSC, no entanto, dar a devida destinação aos efluentes gerados no Campus, encaminhando-os para a rede coletora da CASAN existente em parte do perímetro do Campus.
A UFSC, por compromisso social e, neste momento, por força legal, pretende recompor os danos ambientais identificados no Campus oriundos da ineficiência do esgotamento sanitário existente. Para tanto, este projeto de desenvolvimento institucional visa garantir a execução de medida de compensação, consistente em recuperar a qualidade da água dos cursos d’água (naturais ou artificiais, canalizados ou não) situados no Campus Universitário. Essa é uma oportunidade única de se desenvolver um projeto que pode ser referência na área de recuperação de cursos d’água urbanos no Brasil.



PontosPRAD


Objetivos
O principal objetivo deste projeto consiste em pesquisar soluções inovadoras e exemplares que contribuam para recuperação da qualidade da água dos córregos que cortam o Campus João David Ferreira Lima.
Para contribuir com o Desenvolvimento Institucional da UFSC por meio da “Recuperação da Qualidade da Água dos Córregos do Campus Reitor João David Ferreira Lima”, como pretende a execução deste projeto, apresentam-se os seguintes objetivos específicos:
1. Diagnosticar a qualidade da água dos cursos d’água que atravessam o “campus”, bem como as áreas adjacentes aos mesmos;
2. Pesquisar as causas da poluição, quando constatada;
3. Encaminhar à FATMA e Vigilância Sanitária do Município de Florianópolis o relatório acerca das causas, para que estes tomem as medidas indicadas, dentro de sua área de atuação quando estas não forem de responsabilidade da Universidade;
4. Delinear as medidas necessárias à recuperação das águas dentro de seu território (por meio de Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD) e que tenham como causa atos de responsabilidade da UFSC;
5. Realizar monitoramento remoto de precipitações pluviométricas, vazão de cursos d’água e turbidez da água utilizando tecnologia de redes de sensores sem fios de baixa potência;
6. Experimentalmente, monitorar consumo de água de algumas edificações do Campus para identificar eventuais vazamentos desaguando nos córregos.
 

Para mais informações sobre cada objetivo específico acesso os relatórios abaixo:
 

OBJETIVO ESPECÍFICO 1,2,3 e 4:

Relatório Conclusivo: Recuperação da Qualidade das Águas dos Córregos do CampuS Reitor João David Ferreira Lima
Resumo Executivo
Apresentação Geral
Apresentação dos Pontos Contaminação
Apresentação das Medidas de Recuperação


OBJETIVO ESPECÍFICO 5Relatório Parcial do Sistema de Monitoramento Hidrológico
               Apêndice A, B, C e D: Calibração de sensores
               Apêndice E: Resultados Das Análises De Água


OBJETIVO ESPECÍFICO 6Relatório Parcial do Monitoramento do Consumo de Água no Hospital Universitário
               Apêndice I: Localização Geral Dos Hidrômetros
               Apêndice II: Localização Dos Hidrômetros 1 E 2
               Apêndice III: Localização Do Hidrômetro 3
               Apêndice IV: Localização Do Hidrômetro 4
               Apêndice V: Localização Do Hidrômetro 5
               Apêndice VI: Localização Do Hidrômetro 6
               Apêndice VII: Detalhes Da Caixa Para Abrigo Dos Hidrômetros
               Apêndice VIII: Detalhes Para Montagem Das Caixas Para Abrigo Dos Hidrômetros (3D)
               Apêndice IX: Instalação Do Hidrômetro 1 No Pavilhão Das Caldeiras
               Apêndice X: Instalação Do Hidrômetro 2 No Pavilhão Das Caldeiras
               Apêndice XI: Detalhes Da Instalação Das Placas Modulares
               Apêndice XII: Instalação Do Hidrômetro 3 No Hospital Universitário
               Apêndice XIII: Instalação Do Hidrômetro 4 Na Quadra De Esportes
               Apêndice XIV: Instalação Do Hidrômetro 5 No Centro De Educação Infantil
               Apêndice XV: Instalação Do Hidrômetro 6 No CETRAGUA
               Apêndice XVI: Termo De Referência Para Instalação Dos Hidrômetros
               Apêndice XVII: Relatório De Serviços Prestados